setembro 15, 2013

A dor da perda

Uma pessoa que ainda não tinha se encontrado
O mar traz a onda e a areia a devolve
O ritmo é como nado sincronizado
Um, dá o tempo ao outro

Na vida não temos está oportunidade sempre
Em alguns momentos amigos, parentes são roubados da vida terrestre.
Ver quem você gosta sofrendo por perder a pessoa amada é perturbador

Vida minha, não deixe meus queridos ir embora, os que ficam resistem à perda da morte.
Poderia eu, então dizer a mim que poderia ser imune?
Como não chorar, como não sentir a dor do outro?
Ser imparcial? A razão esconde a emoção? Não é possível.

As máscaras caem e a fraqueza é revelada
Numa festa todos dançam, brincam se divertem.
Num velório todos tentam refletir sobre os momentos da vida
Ache seu sentido, antes que a vida resolva dar fim ao sentido.

setembro 12, 2013

Roubaram o futuro

Seus sentidos não eram os mesmos, 
Precisa ter mais jeito ao falar, se expressar, de aguardar, de ouvir
Seus sentidos não falavam por si
Seu egoísmo tomou conta de si

Nunca pense que ser dono do outro é da hora
Incomoda os dois e a sua volta
Parecem estar na escola
Estão aprendendo a viver a vida

Sem responsabilidade, vivem, apenas por viver
O dia de amanhã não podem prever
A idade os condena a pensar
Apenas se preocupam em zoar o agora.

Quando anoitece nem sentem o peso da vida
Pensam apenas que é gostoso zoar a vida
Sua escola agora é a imaginação
Pare! Pega ladrão!

Portas da vida

Era noite, dormia profundamente
O telefone tocava, achei que sonhava
Levantei ainda dormindo
Confirmei, era verdade

O telefone tocava na madrugada
Mil coisas vêm à cabeça, 
A voz do outro lado pedia ajuda
Impossibilitada pelas suas forças
Gritava ajuda

Mais um filho desrespeitava a mãe
Honrar pai e mão está ficando fora de moda
Podia eu então só assistir e intervir apenas no auge
A cegueira cobria o olhar
Não queria parar, apenas relatava suas necessidades
A linha do respeito foi rompida
Seus ouvidos não escutavam mais

Precisei então acalmar os ânimos
Contornar não era possível
Acontecimentos do tipo que enlouquece agente
Tomado pelo impulso, não ouvia
Fechou a porta de casa e mais uma vez abriu a porta da rua.

setembro 11, 2013

Janela da alma

O mundo gira como parte da vida,
O mundo gira como uma bola
Hoje o sol brilha aqui
A noite a lua brilha acolá

Tento explicar os momentos imprevisíveis
Não tenho como balizar as emoções
Não tenho como medir
Tento avaliar o certo e o errado

Não consigo buscar algo
Não preciso de auxílio da ciência
Apenas busco o silêncio da alma
Que grita no abismo sereno

Queria ter a família por perto
Um mundo sem Sodoma e Gomorra
Queria viver num país belo

O país da Alice só existe nas telas do cinema
Não acredito nas novelas
Busco sempre o auxílio das escritas belas
Agora vou descer da janela.

Momentos da vida II

Nos entrelaces da vida
Batemos a porta da razão
Quando não conseguimos
Buscamos a emoção

Sendo forte na fraqueza
Escondemos a foto da alma
Não podemos ter sorriso de palhaço
Mais poderíamos ter o sorriso de uma criança

Andei pelos bosques da vida fechando portas
Parece que aprendi apenas isso
A razão sufoca a emoção, mais preciso resistir
Busco explicar os momentos decisivos

A cena não sai da minha mente
Não podia buscar o jeito brasileiro
Ceifei o coração do mais belo seresteiro
Queria tocar funk, mais prefiro o rock.