setembro 12, 2013

Portas da vida

Era noite, dormia profundamente
O telefone tocava, achei que sonhava
Levantei ainda dormindo
Confirmei, era verdade

O telefone tocava na madrugada
Mil coisas vêm à cabeça, 
A voz do outro lado pedia ajuda
Impossibilitada pelas suas forças
Gritava ajuda

Mais um filho desrespeitava a mãe
Honrar pai e mão está ficando fora de moda
Podia eu então só assistir e intervir apenas no auge
A cegueira cobria o olhar
Não queria parar, apenas relatava suas necessidades
A linha do respeito foi rompida
Seus ouvidos não escutavam mais

Precisei então acalmar os ânimos
Contornar não era possível
Acontecimentos do tipo que enlouquece agente
Tomado pelo impulso, não ouvia
Fechou a porta de casa e mais uma vez abriu a porta da rua.

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